Laboratório de ideias

Chega e toma conta
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  • Há nós que não precisam se desatar, passados que não devem ser consertados, pois não se trata de deixar tudo arrumado, se trata de harmonizar seus tempos,

    Seus malditos tempos.

    • Há 1 ano
  • O céu não me interessa

    Esse céu não me interessa, lugar de cabelos melados, bons vivants e arcanjos alvos. Esse paraíso dos contos, onde não se tem ambição, não se vê loucuras e só possui entendiantes infinitudes.

    Acima de tudo, quero dividir o pão com os meus heróis e provavelmente esse céu também não lhes interessa. Prefiro o céu que encolhe, e nesse ato bobo, mas humano, de ainda ter fé, cativa os virtuosos de coração a acreditar que é possível voar entre as estrelas.

    Isso me interessa.

    • Há 1 ano
  • Olhe o mundo ao seu redor e me descreva

    Não se engane

    Já se passou uma primavera

    Se derrame

    Pois a marcha do tempo te devora

    Agora chora

    • Há 1 ano
  • O ceticismo sempre andou ao meu lado, como um papagaio no ombro do pirata ou um cão fiel ao lado do seu dono. Maldito o Deus que mandou um diabo insolente e um anjo sarcástico para influenciarem minha consciência. O tempo me fez descrer na ideia de que o mundo possa ser algo além de puro pó e me fez acreditar que utopias só servem para vender ilusões em produtos artesanais.

    Mas me desculpem, não quero ser o cara rabugento que estraga o sonho das crianças, talvez eu apenas seja o ying e a metafísica o yang. Na verdade, confesso que acho sci-fis cansativos e prefiro um bom noir.

    No entanto um menino me faz acreditar que é possível ser fantástico, mágico e brilhante!
    Menino que derruba muralhas, plana sobre a cidade de Roma para escrever histórias e transforma corpos em estátuas de sal. Garoto que ainda me faz pensar em deuses ao dormir, pois é impossível ser ateu vendo os truques de Leo.

    • Há 1 ano
  • Quis um desses senhores do destino que três histórias se cruzassem nessa vida. Três histórias mais simples que de Alexandre Dumas, no entanto talvez mais empolgantes. Como qualquer criança que represente a esperança e o futuro, dois deles explicitam o poder do novo Brasil.

    A começar pelo caçula, de pavio e tamanho curto, mas com um abraço longo. Não tem medo de ser intenso em uma época de zumbis mórbidos e corcundas, que gravam seus prazeres e rotinas em um pequeno demônio de lítio. Não gosta muito de futebol mas nunca recusa uma pelada para estar com os amigos. Dono de uma empatia descomunal, carrega consigo um sarcasmo puro, tão puro que nunca vi igual. Talvez seja a habilidade de arrancar sorrisos a sua grande arma de amor.

    O do meio não exita em explodir ao ver a bola balançar a rede e beira a catarse ao cantar Hey Jude após um gol dos Gunners.

    “- Corre, corre Forrest Gump, que os homens tão te seguindo!”

    Ninguém é capaz de alcançar o garoto, parece que o menino sabe mesmo voar!!!! Habilidoso que dosa bem suas preocupações, sucumbindo besteiras tão banais do mundo pós-moderno. Um pré-adolescente difícil de lidar (como todos os outros), mas consciente que logo ali terá o mundo na palma da mão.

    O último e mais velho é um pouco de nada e não passa de um ensaísta meia-boca. Preguiçoso demais para ser um gênio e sem paciência para pseudo-intelectuais,

    ele nunca compreendeu Bilac, não gosta de Harry Potter nem de Game of Thrones e só comeu Nutella uma vez em quase 20 anos. Sabemos pouco dele, dizem que adora Drummond, Chomsky e utopias, não curte muito escrever sonetos e sempre tem alguma porcaria guardada para dizer.

    Falam que gosta do malte mas às vezes entra no copo, tenta ser irônico mas certas vezes não dá certo. Menino que já foi de cuspir moralidades mas que hoje sabe que no fundo isso não leva a lugar nenhum, assim como discussões polarizadas em comentários de Facebook. No fim parece que dos três meninos, ele seja o que mais precise aprender sobre a vida.

    • Há 2 anos
    • 1 notes
  • Paz de espírito é quando você contempla as flores e não sente vontade de arrancá-las.

    • Há 2 anos
  • Ela disse que não gostava quando eu conjugava o verbo “mim”
    Caramba, gente xarope
    Aqui nós vareia o variado variadinho
    Menina que gosta de mim tem que varear direitin
    Menina que cobra gramática por favor seje menas lunática.

    • Há 2 anos
  • A inteligência na mão do ignorante vira armadilha
    A sabedoria jamais, pois ela não chega em mãos erradas

    • Há 2 anos
  • Não estava me sentindo bem, parecia sempre com pressa e a minha barriga doía. Estar onde eu estava era irrelevante e estar em qualquer outro lugar da Terra não faria a mínima diferença.

    Então resolvi visitar um desses especialistas em vida e disse a ele que nem tudo na vida precisa ser recíproco, assistir televisão demais faz mal, ter convicção em tudo não é tão bom e pessoas felizes em excesso são assustadoras.

    Ele disse que precisava comprar roupas novas, cortar o cabelo e pedir perdão ao Senhor bom Deus por acreditar em todas essas minhas besteirinhas de hipster.

    Agradeci pela consulta e disse que estava ansioso para vê-lo novamente, mas algo em mim me impediu de sair do consultório antes de pedir um último favor: - O senhor se importa de tirar uma selfie comigo?

    • Há 2 anos
  • A geração sem paciência

    Pega a senha, tira a ficha

    Fila do banco.

    Eu tenho medo é de quem não enlouquece

    • Há 2 anos
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